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Editorial

Novo normal

Por: Melissa Schirmanoff
April 24, 2021, 7 a.m.

 

Assim como não percebemos o tempo passar, não notamos que pouco a pouco fomos aderindo ao “novo normal” que seria algo como um novo modo de fazer tudo ou “quase” tudo - ainda que a contragosto.

O termo “novo normal” foi criado pelo empresário americano Mohamed El-Erian, em 2009, para falar sobre as consequências da crise econômica mundial daquele período.

Mais de uma década depois, as consequências diretas da pandemia e as medidas para frear o contágio ressuscitou o termo aplicando-o às adaptações que nos sujeitamos no dia a dia para que possamos realizar o mínimo.

O cenário de pandemia e as restrições tanto de deslocamento impostas como das atividades permitidas fez com que as pessoas começassem a manifestar o quanto gostariam que a vida e a rotina voltassem à normalidade. Mais do que isso, não demorou muito para que essas manifestações tivessem relação direta com as necessidades básicas pois afetaram o emprego e a alimentação da maioria da população.

É fato que o mundo e a economia mudaram.

A digitalização que era tendência veio para ficar.

A cada dia novos aplicativos nos oferecem mais recursos para resolvermos questões do cotidiano que vão muito além de pagar as contas. Agora é possível fazer muita coisa sem sair de casa, até compras em mercados e renovação da habilitação.

E a vacinação, parece ser mesmo a solução de imunização de grande parte da população.

Só desejamos que a superação alcance logo a todos e que possamos reconstruir vidas, recuperar empregos e empresas e que não faltem mais respeito e solidariedade tão escancarada nesses tempos inóspitos.

Vem aí um “novo normal”, provavelmente não o que queremos ou gostaríamos, mas o que precisamos!