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Editorial

Nada será como antes

Por: Melissa Schirmanoff
Oct. 13, 2020, 7 a.m.

Que a pandemia da Covid-19 impôs da noite para o dia mudanças drásticas na rotina da grande maioria das pessoas não é nenhuma novidade assim como também não é novidade nenhuma que as medidas adotadas para conter a sua disseminação desencadearam uma crise econômica e financeira sem precedentes.

Apenas uma pequena parcela da população brasileira não foi afetada.

Desemprego, férias forçadas, redução, quando não, a suspensão total da jornada de trabalho, o home office, suspensão das aulas presenciais em todas as escolas e universidades são apenas algumas das consequências diretas que mais incidem na grande massa.

Entre preocupações, inadimplências e endividamentos está o questionamento: quando tudo volta à normalidade? O ano já está chegando ao fim!

E essa é a pergunta para a qual ninguém tem uma resposta (ainda).

Isso porque não basta simplesmente zerar o número de novos casos confirmados da doença, lamentar pelos óbitos e exaltar o número de recuperados ou sair vacinando toda a população.

Não basta simplesmente reabrir o comércio e retomar todas as atividades porque nada seguirá daqui simplesmente de onde parou. A grande engrenagem econômica que move e conecta as pessoas, as cidades, os estados, os países praticamente parou e para coloca-la novamente em funcionamento vai depender de um esforço que envolve novas oportunidades, uma boa dose de criatividade e da capacidade do ser humano de reinventar.

Será preciso abrir novas portas e trilhar novos caminhos mirando um novo horizonte e não se esqueça que, em meio a isso tudo, estamos em pleno período de campanha eleitoral!