Plano São Paulo

Região se mantém na fase laranja do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena

Em nona atualização de faseamento de quarentena e retomada econômica, com exceção do Vale do Ribeira que foi rebaixada à fase vermelha, as demais regiões permanecem em etapas anunciadas há uma semana

Por: Redação
Aug. 1, 2020, 7 a.m.

 

O Governador João Doria anunciou na sexta-feira (31) a nona atualização do Plano São Paulo de enfrentamento ao coronavírus e reabertura gradual e faseada da economia. O aumento de casos e internações levou 15 cidades do Vale do Ribeira novamente à fase 1 vermelha de restrição total de atendimento presencial em comércios e serviços não essenciais. Nas demais regiões, a classificação se manteve em relação à avaliação da semana passada.

"O Plano São Paulo foi feito para avançar sempre que possível, mas retroceder sempre que necessário. Aqui, a prioridade é salvar vidas", destacou o Governador. "Ao lado desta medida, houve iniciativas para melhorar a condição de saúde e de atendimento na região do Vale do Ribeira", reforçou Doria.

A região do DRS (Departamento Regional de Saúde) de Registro estava na etapa 3 amarela do Plano São Paulo, com flexibilização intermediária de atividade econômica e mobilidade social. Mas, ao longo desta semana, autoridades estaduais já apontavam alerta para a possibilidade de regressão.

Na quinta (30), os Secretários de Estado Jean Gorinchteyn (Saúde) e Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional) estiveram no Vale do Ribeira em compromisso oficial de combate à pandemia. Eles acompanharam o início da testagem na comunidade quilombola Peropava, no município de Registro. Também houve distribuição de cestas básicas, cobertores, máscaras e álcool em gel para as 32 famílias residentes.

Também nesta semana, o Governo de São Paulo reforçou a capacidade hospitalar do Vale do Ribeira para atendimento a pacientes graves com COVID-19. Na última quarta (29), o Estado anunciou dez novos leitos de UTI para a região, além de viabilizar a transferência de pacientes do vale do Ribeira para hospitais da Baixada Santista.

Até a reclassificação do próximo dia 7 de agosto, outras três áreas de DRS permanecem na etapa 3 vermelha: Franca, Piracicaba e Ribeirão Preto. A maior parte do estado continua na fase 2 laranja, que permite abertura restrita de escritórios, imobiliárias, comércio de rua, shoppings e concessionárias. Atualmente, essa etapa abrange as regiões de Araçatuba, Barretos, Bauru, Campinas, Marília, Presidente Prudente, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, Sorocaba, Taubaté da qual as cidades do litoral norte fazem parte e a sub-região Norte da Grande São Paulo.

Na fase 3 amarela, permanecem as regiões de Araraquara e Baixada Santista, além da capital e sub-regiões Leste, Oeste, Sul e Sudeste da Grande São Paulo. Ela permite reabrir bares, restaurantes e salões de beleza com 40% da capacidade, além de academias com 30% de vagas e expediente limitado.

 

Governo do Estado anuncia novas regras

para o Plano São Paulo

 O Governador João Doria anunciou na segunda-feira (27) novos critérios para o Plano São Paulo de retomada econômica e enfrentamento ao coronavírus. Agora, para uma região avançar da fase amarela à verde, o percentual de ocupação de leitos poderá variar entre 75% e 70%, além de permanecer por 28 dias consecutivos na etapa intermediária. As regras começam a valer a partir da próxima sexta (31).

“O objetivo é aprimorar o plano para torná-lo mais eficiente e adequado à realidade que vivemos neste momento da pandemia”, afirmou o Governador. “O Plano São Paulo é eficiente exatamente por ser uma ferramenta dinâmica, e não estática, de enfrentamento a pandemia. E por isso é reconhecido pelos mais renomados e respeitados cientistas”, acrescentou Doria.

A recalibragem visa garantir mais estabilidade no ajuste de fases, sobretudo na transição da amarela para a verde. Com as novas margens de capacidade hospitalar e de evolução da pandemia, as regiões ficam menos sujeitas a alterações de fase no Plano São Paulo sem uma mudança relevante nesses indicadores.

Dentre os critérios anunciados, está a alteração do índice de ocupação de leitos de UTI, que atualmente precisa estar abaixo de 60%, para até 75%. A medida permite que os municípios liberem leitos de UTI reservados a pacientes graves com coronavírus para outras especialidades médicas que tiveram o atendimento adiado ao longo da pandemia.

Para garantir que a fase verde – a quarta menos restritiva nas cinco etapas do Plano São Paulo – seja alcançada por regiões que estejam caminhando para o controle da epidemia, qualquer Departamento Regional de Saúde (DRS) ou subregião deverá passar 28 dias consecutivos na fase amarela.

Outra atualização é que os indicadores de variação das internações e variação dos óbitos exigirão números absolutos por 100 mil habitantes. Os novos índices ainda serão aprovados pelos especialistas do Centro de Contingência de coronavírus nesta terça (28), mas devem ficar abaixo de entre 30 e 40 internações e de três e cinco mortes por 100 mil habitantes.

“Essa calibragem técnica é para promover estabilidade e só fazer transições de fase no momento correto”, declarou a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen. “Esses fatores absolutos são indicadores que têm sido utilizados mundialmente e que, na discussão do Centro de Contingência, insistiu-se nessa ‘trava’ além das quatro semanas”, completou.