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Educação em pauta

Conteúdo curricular do Brasil se destaca na América Latina e Caribe pela ênfase na compreensão em leitura

Por: Redação
Aug. 1, 2020, 7 a.m.

 

O Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação (LLECE), ligado à Oficina Regional de Educação para América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (OREALC/UNESCO Santiago), apresentou, nesta terça-feira, 28 de julho, um estudo que analisou currículos do Brasil e de 18 países latino-americanos: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Na área da linguagem, um dos aspectos mais destacados é a predominância de uma abordagem comunicativa, concentrada no uso da linguagem em diferentes contextos. O currículo brasileiro apresenta ênfase no conteúdo voltado para compreensão e leitura literal no 4º e 7º ano do ensino fundamental. O documento destaca que essa capacidade é alta em comparação com os países da América Latina e do Caribe. O relatório busca responder à seguinte pergunta: o que se espera que os estudantes da América Latina e do Caribe aprendam? Para isso, foram investigadas as prescrições curriculares para as áreas de linguagem, matemática e ciências da natureza, além da presença de temas relevantes para o desenvolvimento sustentável, em conformidade com a Agenda 2030.

Fonte: Inep

Novas regras aumentam a chance das escolas de SP abrirem em setembro

A volta às aulas presenciais em setembro, algo praticamente impossível pelas regras anteriores da retomada em São Paulo, agora se torna mais factível. São duas as razões para a mudança de expectativa. A primeira é a recalibragem na reabertura, anunciada na segunda-feira (27) pelo governo, que facilita o avanço das regiões para fases mais amenas. Além disso, um decreto sobre a educação determina que as escolas reabram quando 80% da população paulista estiver por 28 dias na fase amarela. Antes era exigido que todo o estado permanecesse no amarelo por esse período. Atualmente, mais de 50% da população já se encontra no amarelo. Ainda que a minoria das regiões esteja nessa fase, está entre elas a Grande São Paulo, que concentra 47% dos moradores do estado. Para que as escolas possam abrir no dia 8 de setembro, será preciso que outras regiões, num total de 30% da população, avancem para o amarelo até a reclassificação que será anunciada em 7 de agosto. A data de reabertura poderá ser mantida se os 20% restantes mudarem para o amarelo até o dia 21 de agosto. A exigência do decreto é que essa parcela esteja por duas semanas nesse estágio.

Fonte: Folha de S. Paulo

Pais poderão decidir se filhos voltam ou não para a escola em São Paulo e no Rio

Uma orientação do Conselho Nacional de Educação (CNE) para que as famílias possam, sob alguns critérios, escolher não enviar seus filhos no retorno presencial das aulas vem ganhando força entre protocolos de estados e municípios para a retomada. O Conselho Municipal de Educação de São Paulo prepara uma resolução para deixar claro aos pais. A rede estadual do Rio, com cerca de 750 mil estudantes, também prevê que alunos com comorbidades ou que tenham familiares no grupo de risco poderão continuar estudando de forma remota. Sem o controle da pandemia no Brasil, alguns pais resistem a aceitar uma retomada do ensino presencial nos próximos meses. Com a medida, o aluno não receberá falta e deverá continuar com educação remota em casa. A escola terá de acompanhá-lo. Os pais também não poderão ser responsabilizados judicialmente – a matrícula e a presença na escola são obrigatórias por lei no País para crianças e adolescentes de 4 a 17 anos.

Fonte: Estadão e Último Segundo

Como o coronavírus age no organismo das crianças?

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos estão recomendando a reabertura das escolas de ensino fundamental e médio em setembro, alegando que é necessário ponderar os riscos à saúde e os possíveis impactos negativos de manter as crianças em casa. Um importante estudo com cerca de 65 mil crianças publicado pelo Centro de Controle de Doenças da Coreia do Sul na semana passada demonstrou que crianças na faixa etária de 10 a 19 anos poderiam transmitir a covid-19 em seus ambientes domésticos com a mesma facilidade que os adultos. Segundo o CDC, apenas 2% dos casos domésticos de covid-19 ocorreram em crianças menores de 18 anos, mas os dados coletados pela Bloomberg mostram que essas taxas podem variar bastante de acordo com a região. Embora o estudo da Coreia do Sul tenha mostrado que crianças acima de 10 anos propagaram o vírus efetivamente, crianças mais novas tiveram 72% menos probabilidade de transmitir a doença para adultos.

Fonte: National Geographic

RJ: Escolas adiam reabertura após insegurança de pais e impasse sobre data

Ante a insegurança de pais de alunos quanto ao risco de contaminação pelo novo coronavírus e a falta de consenso entre prefeitura e governo do Rio sobre reabertura, escolas particulares consultadas pelo UOL dizem que não devem retomar suas atividades na capital fluminense na próxima segunda-feira (3), data em que a prefeitura anunciou reabertura facultativa. A reportagem ouviu escolas e redes de ensino que representam 25 mil alunos em todas as regiões da capital, e nenhuma unidade confirmou uma data de reabertura. Além dos riscos relativos à covid-19, escolas citaram decreto do governo Wilson Witzel, que proíbe aulas presenciais até 5 de agosto. Apesar de a gestão Marcelo Crivella ter dado aval, a Secretaria Estadual de Educação informou que pode multar os estabelecimentos que abrirem as portas.

Fonte: Uol