Para refletir

A flor da honestidade

Por: Turma do Haroldo
July 18, 2020, 7 a.m.

 

Conta-se que por volta do ano 250 A C, na china antiga, um príncipe estava às vésperas de ser coroado imperador. De acordo com a lei, deveria se casar.

Sabendo disto, ele resolveu fazer uma disputa, entre as moças da corte ou quem que se achasse digna de sua proposta.

No dia seguinte, o príncipe anunciou que iria receber, em uma celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que a sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar a casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração e indagou incrédula:

Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta ideia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento loucura.

Não querida mãe, eu não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é a minha oportunidade de ficarem pelo menos alguns momentos perto do príncipe. Isto já me torna feliz.

À noite a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais finas joias e com as mais determinadas intenções.

Então, finalmente o príncipe anunciou o desafio:

Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz.

A proposta do príncipe não fugiu as profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de cultivar algo.

O tempo passou e a jovem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.

A jovem usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido.

Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente de seu esforço e dedicação à moça comunicou à mãe que, independentemente das circunstâncias, retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela que a outra. Ela estava admirada.

Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.

As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Então, o príncipe esclareceu:

Foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de ser imperatriz. “A flor da honestidade”.  Pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

“Se para vencer estiver em jogo a sua honestidade, perca”.

  “Acorda, você vive”.

Peixinho Haroldo.