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Educação em pauta

Escolas privadas do estado de SP sofrem com disparada da inadimplência e pedem para reabrir

Por: Redação
July 4, 2020, 7 a.m.

 

Com quase o triplo da taxa de inadimplência usual, escolas particulares criticam o adiamento da reabertura para setembro em São Paulo e afirmam que não podem ser obrigadas a pagar o “alto preço da inoperância do Estado”.

Segundo dados do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo), a inadimplência das escolas privadas atingiu 21,34% em maio deste ano, ante 8,41% no mesmo mês de 2019. O anúncio de reabertura previsto para 8 de setembro foi feito pelo governo de São Paulo na última quarta-feira (24).

De acordo com o presidente do Sieeesp, Benjamin Ribeiro da Silva, o adiamento do início das aulas –previstas para agosto– também afeta a área financeira desses colégios que, além de já terem feito investimentos em equipamentos para retomada, também contam com um grande volume de mensalidades negociadas e não tiveram o acesso ao crédito necessário.

O presidente da Fepesp (Federação dos Professores do Estado de São Paulo), Celso Napolitano, também contrário à volta antecipada do ensino privado, afirma ainda que a reabertura não pode ser apenas baseada em protocolos sanitários.

Fonte: Folha de S. Paulo

 

Com debandada de alunos, escolas de educação infantil começam a desaparecer na pandemia

 

Escolas de educação infantil de pequeno ou médio porte estão entre as que mais despertam a preocupação nas pesquisas conduzidas pelo professor Tadeu da Ponte, do Insper, com instituições de ensino privado.

Desde o início da pandemia e da suspensão das aulas presenciais, ele é coautor de uma pesquisa para acompanhar a situação financeira de 450 a 500 estabelecimentos de ensino privado do Brasil. Em média, as escolas de todos os segmentos entrevistadas até maio perderam 52% de suas receitas.

Na educação infantil, esse índice é ainda maior: 56%. A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) diz temer que 80% das instituições privadas de educação infantil sejam forçadas a fechar as portas em definitivo por causa da evasão causada pela pandemia.

Ponte afirma que toda a receita com serviços extras prestados pela escola — que incluem horas de recreação a aulas de esportes — foi totalmente eliminada durante a pandemia. E esse dinheiro representava, segundo o pesquisador, quase a metade da receita de muitos desses estabelecimentos voltados às crianças pequenas.

Fonte: BBC News Brasil

 

Para 76% dos brasileiros, escolas devem continuar fechadas; Maioria dos diretores afirma que professores não estão preparados

 

Para 76% dos brasileiros, as escolas devem continuar fechadas nos próximos dois meses por causa da pandemia do novo coronavírus, segundo pesquisa Datafolha. Em todas as faixas etárias e de renda e em todas as regiões do país, a maioria da população defende que as aulas presenciais ainda não sejam retomadas. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O Datafolha ouviu 2.016 pessoas de todo o país na terça (23) e na quarta (24) por telefone, modelo que evita o contato pessoal entre pesquisadores e entrevistados e exige questionários mais rápidos.

O resultado da pesquisa mostra que, apesar de a maioria da população (52%) concordar com a reabertura do comércio em estados e municípios neste momento da pandemia, uma proporção bem menor (21%) defende a reabertura das escolas.

Para especialistas em educação e infectologistas, o pouco apoio para a retomada das aulas presenciais pode ser pelo temor de que os alunos não sigam as regras de distanciamento, devido à infraestrutura das escolas ou por causa dos deslocamentos necessários para chegar às escolas. Para 57,6% dos diretores de escolas públicas e particulares, as equipes não estão prontas para retomar as atividades presenciais.

Os dados são de pesquisa feita pela Nova Escola com 9.500 professores —367 deles gestores escolares — da educação básica (da educação infantil ao ensino médio) de todos os estados brasileiros.

Fonte: Folha de S. Paulo

 

Eventos pretendem discutir retorno das aulas presenciais pós pandemia

 

Mesmo sem uma data definida para o retorno das aulas presenciais, eventos educacionais que acontecerão no mês de julho se propõem a preparar as escolas para o processo de retomada. Dentre eles, destacam-se o Conecta Escolas Exponenciais Live - maior evento da América Latina em seu segmento - e o Educa Week, que em função deste novo momento, serão 100% online. Com motes como “Nutrir a educação é nutrir a esperança” e “A educação não pode parar”, a edição de 2020 do Conecta EX Live se diferencia dos anos anteriores por ser mais abrangente.

Antes restrita aos diretores das escolas, agora a programação foi pensada para toda a comunidade escolar, de gestores a alunos, passando por professores, coordenadores e pais. O evento acontece de 22 a 24 de julho e as palestras, em sua maioria, gratuitas, serão realizadas nos períodos da tarde e da noite. Já a 5° edição do Educa Week, acontece entre os dias 13 e 19 de julho.

O evento reunirá mais de 70 autoridades, líderes do setor, especialistas e educadores para compartilhar cases de sucesso de ensino- aprendizagem e gestão educacional. Serão mais de 30 painéis focados nos desafios da educação básica pós pandemia.

Durante o Educa Week ocorrerá também o Prêmio Destaque Educação, que dá visibilidade a iniciativas que promovem melhoria no aprendizado e na vida de alunos, pais e funcionários, de escolas públicas e privadas. As inscrições podem ser realizadas nos sites https://escolasexponenciais.com.br/evento/ e www.educaweek.com.br.

 

Carlos Alberto Decotelli pede demissão e deixa Ministério da Educação

 

O professor Carlos Alberto Decotelli não é mais ministro da Educação. Ele encontrou o presidente Jair Bolsonaro na tarde desta terça-feira e pediu demissão. Decotelli teve uma passagem relâmpago pelo MEC, ficando no cargo menos de uma semana. A repercussão negativa sobre o fato do seu currículo conter informações falsas e a acusação de plágio em sua dissertação de mestrado tornaram sua permanência no cargo insustentável.