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Educação em pauta

Professor Carlos Alberto Decotelli é o novo ministro da Educação

Por: Redação
June 27, 2020, 7 a.m.

 

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na quinta-feira (25) por meio de uma rede social a nomeação do professor Carlos Alberto Decotelli da Silva para o cargo de ministro da Educação. Ele sucederá Abraham Weintraub, que, após 14 meses no cargo, anunciou demissão na semana passada para assumir um posto de diretor representante do Brasil no Banco Mundial, em Washington (EUA). Carlos Alberto Decotelli da Silva presidiu o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) entre fevereiro e agosto do ano passado. Depois, passou para a Secretaria de Modalidades Especializadas do Ministério da Educação. Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), mestre pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), doutor pela Universidade de Rosário (Argentina) e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha.

 

Aulas em SP voltam em 8 de setembro; condição é que todo o estado progrida para 3ª fase de reabertura

O governo de São Paulo anunciou na quarta (24) que espera retomar as aulas presenciais no estado, com rodízio entre os estudantes, no próximo dia 8 de setembro. A condição para isso, contudo, é que todo o estado esteja durante pelo menos 28 dias (quatro semanas) na fase amarela do plano de reabertura da economia paulista. No momento, nenhuma região de São Paulo está nessa fase. Segundo o governador João Doria, (PSDB), o plano de volta às aulas engloba de creches a universidades, da rede estadual e municipal, e também serve como recomendação às entidades privadas. O plano completo e as condições de retomada, se atingidas ou não, serão anunciados apenas no dia 4 de setembro, conforme informou o governo em entrevista coletiva. A proposta de volta às aulas presenciais prevê ainda que haverá uma combinação de aulas presenciais e a distância. O governo afirmou ainda que trabalha num projeto chamado “4º ano”, que cria um novo ano letivo para os estudantes do último ciclo do ensino médio que desejem complementar a experiência escolar, mas não deu novos detalhes. Esse ano adicional não será obrigatório.

Fonte: Folha de S. Paulo e Estadão

 

Sindicato e Federação dizem que particulares já podem voltar e criticam anúncio do Estado

O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo), sindicato que representa cerca de 10 mil escolas particulares em todo o estado paulista, divulgou hoje uma carta de repúdio ao anúncio de reabertura das escolas feito hoje pelo governador João Doria (PSDB). O sindicato defende que as escolas particulares já estão prontas para retomar as aulas presenciais e diz que elas não devem ter suas condições comparadas às da rede pública. Segundo o Sieeesp, os colégios privados têm condições de adotar todos os procedimentos de segurança, higiene e saúde para a volta imediata de 20% dos alunos para as salas de aula, percentual menor do que o previsto no plano do governo, que é de 35%. Benjamin Ribeiro da Silva, diretor do sindicato, afirmou que esperava um anúncio de retorno para o mês de agosto para as escolas particulares e diz que essa previsão havia sido acordada com a Secretaria de Educação. A Federação Nacional das Escolas Privadas (Fenep) também criticou a medida anunciada. O presidente da organização, Ademar Batista Ferreira, alega que há estudos do Instituto Pasteur, da França, e de hospitais universitários da Alemanha mostrando que crianças até dez anos têm baixa capacidade de transmissão da Covid-19.

Fonte: Uol

 

Colégios privados de SP vão priorizar ensino infantil e 3º ano do médio na volta às aulas

O plano de retomada das aulas presenciais no Estado de São Paulo pegou alguns colégios da capital paulista de surpresa, que já esperavam um retorno para agosto com 20% dos alunos. A possibilidade de estender o prazo para setembro e ampliar o contingente para 35% fez as instituições repensarem o planejamento: a maioria pretende voltar com todas as séries, mas dando prioridade à maior frequência de estudantes do ensino infantil e do 3º ano do ensino médio. Os diretores de alguns colégios, porém, já têm em mente como farão essa retomada. Mauro Aguiar, que dirige o Colégio Bandeirantes, disse que no plano anterior da escola, com retorno previsto para agosto, a prioridade eram os alunos do 3º ano do ensino médio — e continua sendo. A ideia é que todas as séries façam parte da primeira fase da retomada. No entanto, exceto os estudantes do último ano do ensino médio, os demais iriam à escola em dias alternados. Segundo Lourdes Ballesteros, diretora-geral do Colégio Miguel de Cervantes, a instituição também vai voltar com todas as séries e prioridade para o ensino infantil e 3º ano do ensino médio. Carlos Dorlass, diretor-geral do Colégio Marista Arquidiocesano, afirma que para os alunos que não retornarão ao presencial na primeira fase, a escola já montou salas com equipamentos para transmissão simultânea das aulas. A ideia é que, 20 dias antes da volta, o colégio envie uma pesquisa aos pais e estudantes a fim de identificar quem poderá retornar efetivamente, considerando aspectos de saúde também.

Fonte: Estadão

 

Crianças transmitem pouco a Covid-19 na escola, diz estudo

De acordo com um estudo divulgado na última terça-feira (23) pelo Instituto Pasteur da França, crianças entre 6 e 11 anos transmitem pouco a Covid-19 na escola, seja para seus colegas, seja para adultos, o que seria um fato "tranquilizador" para os países que reabrem os colégios. Em geral, as crianças são infectadas na família, geralmente através de seus pais, mas depois a transmitem pouco na escola — afirma o principal autor do estudo, o epidemiologista Arnaud Fontanet. O estudo corrobora outros trabalhos semelhantes, embora seus resultados sejam preliminares. A pesquisa foi realizada em seis escolas do ensino básico no norte da França, em Crépy-en-Valois, uma comunidade duramente afetada pela epidemia entre fevereiro e março. Um total de 1.340 pessoas foi submetida a testes de detecção de anticorpos, incluindo 510 crianças, além dos adultos, entre professores e familiares. Os pesquisadores identificaram três crianças infectadas com o novo coronavírus antes que suas escolas fossem fechadas no confinamento para conter a pandemia. Nenhuma delas infectou qualquer pessoa na escola durante as três semanas de exposição.

Fonte: O Globo

 

Um terço dos alunos cogita abandonar a escola diante do coronavírus

A pesquisa “Juventudes e a Pandemia do Coronavírus” ouviu 33.688 alunos de 15 a 29 anos, de todas as regiões do Brasil, em questionário aplicado pela internet entre 15 e 31 de maio. A maior parte dos jovens está no ensino médio ou na faculdade. Participaram do estudo organizações como o Conselho Nacional da Juventude, o Mapa Educação, a Fundação Roberto Marinho, o Instituto Porvir e a Unesco. O estudo mostrou que um em cada três estudantes cogita abandonar a escola ou a faculdade durante as paralisações forçada das atividades presenciais, ainda que as redes de ensino venham tentando implementar soluções como ensino híbrido e atividades remotas. Dentre os alunos que, antes da pandemia, planejavam fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), quase metade (49%) pensa em eventualmente desistir da prova, segundo os alunos relataram.

Fonte: Exame