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Educação em pauta

Calendário escolar presencial do estado de São Paulo será apresentado na próxima semana

Por: Redação
June 20, 2020, 7 a.m.

 

O governador de São Paulo João Doria (PSDB), disse que o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, deve apresentar um novo calendário escolar presencial na próxima quarta-feira (24). O plano de retomada deve contar com as datas e novos protocolos para o retorno às escolas. As declarações de Doria foram feitas em entrevista à rádio Band News FM, na quarta. O governador paulista alertou que o retorno às aulas não vai ser breve e só deve ser previsto na última etapa do Plano São Paulo de flexibilização da quarentena, que fixa metas e indicadores para que os municípios paulistas possam voltar gradualmente às atividades.

Fonte: Uol

 

Conselho de secretários de Educação orienta medidas sanitárias e avaliação de alunos no retorno às aulas

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) publicou na terça-feira um documento com diretrizes para protocolo de retorno às aulas presenciais. Entre as orientações, estão aspectos pedagócios (como definição de revisão curricular e avaliação diagnóstica) e sanitárias. Entre as medidas de prevenção à doença, estão distanciamento social com a diminuição de alunos por sala, cancelamento de atividades em grupo e sinalização de rotas dentro das escolas para que os alunos mantenham distância entre si. Também é previsto controle de temperatura de estudantes a servidores, disponibilidade de máscaras individuais e estações de higiene. O planejamento pedagógico ainda prevê revisão dos conteúdos previstos para 2020 com compensação do que faltar em 2021. O documento, produzido sem a participação do Ministério da Educação (MEC), serve para a criação de protocolos de retorno às aulas presenciais.

Fonte: Extra

 

Escolas particulares querem volta às aulas antes das públicas

Donos de escolas particulares têm pressionado governos estaduais e municipais para receber permissão para retomar as aulas presenciais antes da rede pública. Eles defendem ter mais recursos e condições de adotar protocolos de higiene e saúde mais rapidamente. Eles pedem desde apenas a liberação para o funcionamento da educação infantil, o retorno de um percentual reduzido dos alunos ou apenas dos que estão no 3º ano do ensino médio e vão prestar os vestibulares e Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Para especialistas da área, a liberação para que as redes particulares retomem as atividades presenciais antes aprofundará ainda mais as desigualdades educacionais no país. Em crise financeira com a queda de arrecadação de tributos, estados e municípios temem não ter dinheiro para as adequações e compras necessárias para a volta às aulas em segurança. Os sindicatos de professores já informaram que farão greve se forem forçados a voltar a trabalhar presencialmente sem um protocolo adequado de higiene e distanciamento.

Fonte: Folha de S. Paulo

 

Interrupção das aulas na pandemia pode reduzir PIB brasileiro em até 23%

A interrupção das aulas durante a pandemia do novo coronavírus pode reduzir o PIB (produto interno bruto) brasileiro de 5,3% a 23% pela perda de renda que os jovens sofrerão com o déficit de aprendizado desse período. O cálculo foi feito por economistas do Insper. O estudo calculou o impacto da perda de aprendizado neste ano ao longo da vida dos estudantes. A projeção é de que os jovens podem perder R$ 42,5 mil de renda se os conteúdos não forem repostos e eles seguirem para o mercado de trabalho com esses déficits. Com 34,8 milhões de estudantes na educação básica, a perda de renda dessa geração teria um impacto de R$ 1,48 trilhão na economia do país, o que representa 23% do PIB. A projeção faz parte do estudo “Estamos fechando escolas: essa é uma decisão sábia?”, feito por professores da instituição.

Fonte: Valor Econômico

 

Metade das crianças tem medo de nunca mais voltar à escola, demonstra pesquisa

Uma pesquisa realizada em 42 países, entre os quais o Brasil, aponta que 55% das crianças têm medo de nunca mais poder voltar à escola em razão da pandemia. O levantamento foi apresentado em 7 de junho no Prix Jeunesse Internacional, respeitado festival organizado pela Alemanha para premiar as melhores produções audiovisuais voltadas para crianças e jovens. Foram entrevistadas virtualmente 4.322 crianças entre 9 e 13 anos, durante o mês de abril, quando a maioria dos países pesquisados passava pelo pico da contaminação, o que ocorre neste momento no Brasil. O estudo “Crianças, Mídia e Covid-19”, realizado pela fundação responsável pelo festival em parceria com o Instituto Central Internacional de Televisão para Juventude e Educação, analisou as emoções, o conhecimento sobre o vírus, a relação com os meios eletrônicos durante o confinamento e as estratégias para a redução do estresse na quarentena. Os maiores medos são o de que alguém da família fique doente e o de não poder visitar os avós por um longo período. Ambos atingem 83% dos entrevistados. A perda de conteúdo escolar preocupa 62%.

Fonte: Folha de S. Paulo