Falando de Saúde

Identificando e tratando a depressão e a síndrome do pânico em crianças e adolescentes

Por: Redação
Sept. 28, 2019, 7 a.m.

Lilian Alves de Almeida

A depressão e a síndrome do pânico, cada vez mais presente na vida de crianças e adolescentes,  requer uma atenção especial por parte dos pais e cuidadores no sentido de detectar a sua incidência e em buscar ajuda antes do agravamento do quadro. Para tratar do assunto convidamos a terapeuta Lilian Alves de Almeida que atende na “Clínica & Spa Segredos da Alma” com grande experiência na abordagem do assunto e aplicação de tratamentos auxiliares como a medicina ortomolecular.

Como saber se seu filho está com depressão?

Nesses dois anos tenho me alertado com o grande número de crianças e jovens que tenho atendido com depressão e síndrome do pânico. Algumas, inclusive, com sintomas severos, se cortando e com falas de suicídio.

Percebo em alguns pais total desorientação e despreparo para perceber a necessidade de buscar ajuda para o filho além de terem dificuldade em um diagnóstico.

A depressão está presente em 1% a 2% das crianças em idade pré-escolar e entre 3% a 8% dos adolescentes. Até o final da adolescência uma em cada cinco crianças terão apresentado um episódio depressivo, mais ou menos grave. 

Sintomas

Os sintomas da depressão em crianças são os mesmos encontrados nos adultos. Logicamente, os que dependem de uma descrição da própria pessoa vão ser menos detectados em crianças mais novas. Mas os pais podem atentar para:

  • irritabilidade, humor depressivo, perda do interesse na maioria das atividades ou incapacidade de sentir prazer nelas;
  • dificuldade de raciocínio ou de concentração;
  • falta ou excesso de apetite;
  • diminuição ou aumento das necessidades de sono;
  • ideias de culpa (a criança se sente culpada de algo que não fez ou, se fez, a culpa é exagerada) ou de baixo alto estima (excessiva desvalorização de si mesmo);
  • diminuição da atividade psicomotora (ou seja, das ações motoras dependentes de estimulação mental);
  • sensação de falta de energia;
  • ideias de morte ou suicídio ou tentativas de suicídio.

 

Um tratamento que tenho aplicado com ótimos resultados para a depressão e também para a síndrome do pânico é a medicina ortomolecular feito à base de reposição de suplementos nutricionais que estão faltando para o equilíbrio do organismo. Pode ser usado como tratamento complementar. Porém, é preciso olhar para os sentimentos que estão causando esses sintomas e nesse caso a psicoterapia é recomendada.

A depressão e a síndrome do pânico devem ser acompanhadas primeiramente por um terapeuta adequado; em alguns casos, a psiquiatria pode ser necessária para auxílio do tratamento ou, em caso de quadros mais severos, até que os surtos estejam mais controlados ou amenizados. O acompanhamento multidisciplinar (por esses dois profissionais) é o que tem se mostrado mais eficiente.

Entre as terapias que podem ajudar no tratamento da depressão e também na síndrome do pânico, estão:

  • Terapia comportamental-cognitiva: focada nos pensamentos e atitudes da criança que podem propiciar e/ou manter a depressão
  • Terapia interpessoal: visando melhorar problemas de relacionamento que podem estar envolvidos na gênese e manutenção do quadro
  • Tratamento baseado em mentalização: uma modalidade que envolve um trabalho conjunto com a família

Existem estudos sugerindo a utilidade, também, da terapia comportamental, da terapia de aceitação, compromisso (que envolve a aceitação das emoções negativas e à persecução de metas de acordo com os principais valores da pessoa) e da análise comportamental aplicada, que analisa o papel dos estímulos ambientais no comportamento do indivíduo.

Percebe-se que a maioria não se dá conta que esse ritmo acelerado nos faz mal e o excesso de atividades que impomos a nossos filhos nem sempre é benéfico.

Já parou para pensar que cada um de nós carrega diariamente um computador fantástico, em nossos bolsos? Que temos acesso a qualquer informação necessária em milésimos de segundos? Que basta um clique e conseguiremos a resposta de qualquer pergunta? Há 50 anos ou até mais do que isso, um computador, com a mesma capacidade que um celular moderno era do tamanho de uma sala e apenas grandes empresas possuíam uma máquina desse porte. Quando eu tinha aproximadamente 20 anos de idade, quem tinha computador em casa era considerado uma pessoa com alto poder aquisitivo. Hoje em dia é difícil encontrar uma pessoa que não possua seu próprio celular, ou seja, todos nós possuímos um computador em nossas mãos, inclusive as crianças. Todos os dias, bilhões e bilhões de e-mails são disparados; milhões de fotos são postadas nas redes sociais. Dados esses que nos mostram a evolução das máquinas, da indústria da computação e até mesmo do Homem.

Até aqui tudo maravilhosamente bem. Entretanto, esse excesso de informação e de estímulos é considerado uma das causas do elevado índice de estresse, ansiedade, autos sabotagem, autocrítica, autopunição e, por consequência, causando também a tão famosa síndrome do pânico e depressão, consideradas hoje as doenças do século.

Na escola, quando ainda somos crianças e adolescentes, estudamos disciplinas, como matemática, física, química, geografia, mas não estudamos a “ciência” mais importante de todas, que nos acompanha todos os dias, todas as horas, que fica tagarelando conosco todos os minutos. Uma disciplina que nem sequer era mencionada nas escolas, a Mente Humana, ou ainda, os Pensamentos.

O grande inventor do Pilates, Joseph Pilates, dizia “o corpo alcança o que a mente acredita”. A medicina Oriental possui 5 princípios básicos: exercício adequado, respiração adequada, relaxamento adequado, alimentação adequada, meditação e pensamentos positivos. As novas Terapias Alternativas trabalham basicamente com pensamentos positivos, energia sutil, respiração e relaxamento. Exercícios e terapias, considerados capazes de promover a cura. A cada dia que passa estou mais convencida que muitas doenças são causadas pelo estresse e excesso de estímulos, ou seja, muitas doenças do corpo são causadas pela mente. E se somos capazes de criar as doenças por que não seriamos capazes de gerar a cura?

Sou Terapeuta Integrativa há 10 anos, com formação em Pedagogia, Transtornos do Espectro Autista, Terapia Ortomolecular, Terapia Cognitiva Comportamental, Terapia de Florais, Terapia Vibracional Quântica e percebo em meus atendimentos um crescimento exorbitante do número de pessoas, adultos e crianças com doenças autoimunes. Doenças essas classificadas como sem causa, ou seja, doenças onde a baixa imunidade causa uma reação onde o próprio corpo age contra seu próprio organismo. Se nosso próprio corpo foi capaz de gerar isso e se nosso próprio corpo alcança o que a mente deseja, porque as Terapias Complementares e muitos outros tratamentos alternativos não poderiam ser capazes, juntamente com nosso próprio pensamento positivo, alcançar a cura?

Basta apenas mudar um pouquinho nossos desejos, pensamentos e consequentemente, nossos hábitos.

Pense nisso. Acredite. Você é capaz de curar sua própria vida. Entendendo isso poderemos ajudar mudando hábitos e crenças, tornando nossos filhos capazes.  A depressão e a síndrome do pânico podem ser superadas se o adolescente fizer corretamente o tratamento e tiver apoio familiar e dos amigos.